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1 dez

Por Getulio Yoshimitsu

Finalmente fui conhecer o novo Troller T4. Marquei por e-mail com uma vendedora da concessionária local e compareci no dia e hora marcada para ver de perto essa nova máquina.

Já li em outros sites análises e impressões do carro e si então vou fazer aqui uma análise comparativa com os T4 antigos que saíram até 2014.

O carro é realmente muito diferente do anterior tanto na estética quanto na mecânica. Ao sentar a gente já percebe a diferença pois a posição de dirigir é muito melhor, com visibilidade boa e a pegada na direção bem melhor.

Antes começar o test drive dirigir, pude perceber que não melhoraram o acesso ao passageiro que vai atrás, isso continua sendo uma dificuldade.

O acabamento interno está muito melhor mas ao sentar notei que o forro da porta estava solto, o que pode ter sido fruto de muitos usuários sem cuidado, pensei eu.

A vendedora me explicou sobre o ar-condicionado dual zone, novidade no carro, mas apesar disso não pude ver na prática como funcionava já que estava com defeito e não poderia ser ligado. Fiquei com uma primeira impressão não muito boa mas saímos para o teste.

Logo de saída deu para notar que o motor responde bem as retomadas e a fortes acelerações, com a turbina enchendo bem mais rápido que a do motor 3.0 e lembrando muito os “coices” da turbina dos 2.8 MWM.

A embreagem é mais macia e os encaixes das marchas são precisos. Quanto a suspenção, é ligeiramente mais confortável o que deixa o carro com uma sensação mais próxima de um carro feito para a cidade. Não se sente os solavancos com tanta frequência sentidos no T4 antigo.

Até esse momento só tinha andado no asfalto e eu estava gostando mas chegou a hora de ligar a tração então nos encaminhamos para umas dunas que ficam perto da concessionária.

Paramos o carro e adivinha? O motorzinho da tração não funcionou. Foi preciso desligar e ligar o carro para que o 4×4 fosse acionado. Mas deu certo e seguimos para o pequeno trecho de trilha.

A principio cheguei a pensar que o carro não responderia de acordo mas o desempenho me surpreendeu. Subiu as dunas com facilidade e não quis ficar em nenhum lugar apesar dos pneus estarem cheios, sem a calibragem ideal. Nesse trecho pude sentir que realmente estava num Troller.

Ao sair da trilha o motorzinho da tração não funcionou novamente e tivemos que repetir o processo de desligar e ligar o carro para a tração ser desligada.

Depois fomos para o asfalto e pude passar dos 120 Km/h. O carro é bem mais estável que os antigos T4, não balança nem é preciso ficar corrigindo a direção.

Na volta para a concessionária fui ver o porta-malas e pude constatar que continua sem espaço para as malas. A solução é utilizar o bagageiro na parte superior no caso de viagens longas.

Acabou o test drive e o que ficou foi a impressão de que o carro melhorou em muitos aspectos mas continua sendo o Troller T4, tanto na vocação off-road quanto nos “defeitinhos” que sempre apresentam.

Finalizo com duas palavras que costumo dizer ao meu mecânico quando aparece algum defeito que ninguém consegue explicar: “é Troller”.